sexta-feira, 21 de novembro de 2008

It's time.

Solteiro há demasiado tempo ... It's time.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fade To Black, Fade from My Memory...


GO!
Where was God when I needed a friend
Where was God when I came to an end
Where was God when I lost my mind
Where was God when I could not find
Don't want to be up or down
Don't want to be up or down
Don't want to be up or down
I Don't want to be up or down
Where was love when I felt like hate
Where was hate when I felt like love
Where were you when you said you'd be there
Where was the fear when I said I was scared
I Don't want to be up or down
Don't want to be up or down
I Don't want to be up or down
I Don't want to be up or down
WHY?
Tell me what you believe
I'll tell you what you should see
I don't know who to trust
My heart is filled with disgust
CAN'T TAKE THIS NOW!
Tell me what you believe
I'll tell you what you should see
I don't know who to trust
My heart is filled with disgust
Tell me what you believe
Tell me what you BELIEVE
Ladies and Gentlemen!
May I have your attention?
Are you ready for the joke?
Are you ready for the great deception?
GOD!
Tell me what you believe (God!)
Tell me what you believe (God!)
Tell me what you believe
Tell me what you believe
Tell me what you believe
Tell me what you believe
"eveileb uoy tahw em llet nemeltneg dna seidal"

- Sermon, by Drowning Pool



I just had that violent mood . . .

domingo, 9 de novembro de 2008

O Fim do Início.

Finalmente acabei o manuscrito do meu primeiro livro:

"A Guerra do Oriente - Tomo 1 - O Despertar."


Não posso dizer que transborde de orgulho, pois há ainda muito trabalho pela frente, mas esta primeira fase está já completa e, sendo das mais trabalhosas, foi já terminada. Depois da cópia para formato digital dos dois últimos capítulos e da revisão de todos os textos, então sim, transbordarei de orgulho (espera-se) e estarei pronto para tentar publicar.

É uma questão de esperar...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bem-vindos ao monopólio da emoção...



Tenho dias assim:

Escrevia, perdido na rotina, quando, por acaso, li o blog de uma amiga.

Foi nela que me apoiei durante um momento difícil, mas, ao ler o blog e vê-la falar tanto de um outro amigo nosso, percebi algo. Vários pontos se juntaram na minha cabeça e eu percebi finalmente a razão de continuar a ter uma vida que raramente me satisfaz. Não sou feliz. Tento fingir que sou, mas há sempre um momento em que me apercebo que não tenho da vida nem um mínimo, quanto mais tudo o que quero.

Mantém-se a incerteza, a incerteza nos amores, mas agora até a dúvida surge nas amizades. Aquela era a pessoa que me sustentava, enquanto eu sustentava toda a gente. E agora, vejo-a partilhada. Não que fosse minha, mas senti que se perdeu alguma coisa. Foi então que associei. Quando ela foi passear, a quem pediu uma das amigas dela para a ir procurar? Ao outro amigo.


- "Não és tu é que a fazes rir?"


- "Sim, mas ele também."


- "Pensei que tu só a soubesses irritar."


- "Só quando quero... erm...Também a sei alegrar."


Mas ficou a dúvida. Neste momento, apercebo-me que não passo de uma sombra social. Não sou mais que a pessoa que dura algum tempo para depois ser ignorada por todos. Mostro-me ao mundo, mas o mundo nunca vê. Quando, por loucura, alguém se apercebe, dura pouco. Serei assim tão pouco maravilhoso, para ser tão facilmente descartado? Costumava parecer-me que não, mas agora, agora já nem isso sei.


Resta-me continuar a observar. Nada mais me resta. Porque ser observado, bom, isso não me espera nunca... Não continuasse eu a não ser mais que uma sombra.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Importância das Palavras.


A importância das palavras muitas vezes é relegada para segundo plano.
"Oh, tu percebes o que eu quero dizer." Muitas vezes não, não percebo. O que vale é que a pessoa lá vai dizendo que sim, mas apenas está a induzir os outros em erro. Se, por cada vez que alguém não estiver a ser "claro no que se está a dizer" (frase à la Marchant - piada apenas para alunos da FDL), devemos ou criticar a falta de coerência e clareza ou explicar que não se está a perceber...
Pior que isso, só mesmo quando alguém é ininteligível propositadamente . . .

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eterno poeta . . .


De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.


Fernando Pessoa

Séries do Passado e do Presente.


Depois de ter encontrado este poster da série Buffy, The Vampire Slayer, lembrei-me de todas as horas que passei a ver a série às escondidas do meu pai. Era demasiado novo para ver uma série tão violenta, dizia ele. Mal sabia ele que, nesta cabecinha, já passavam coisas bem mais macabras.

Apesar disso, a criancice deve ter-me atraiçoado, porque não me lembro de ver tanta perna à mostra na série. Além disso revi practicamente (praticamente para quem não é old school como eu e já levou com o Novo Acordo Ortográfico) todas as temporadas da série no ano passado e continuo a não ter memória de ver tanta perna (boa) à mistura. Terei de rever ou então comprar a 1ª e 2ª Temporadas que já estão à venda em formato DVD. É de considerar para prenda de Natal, que começa a aproximar-se a passos largos.


Finalmente, deixo-vos uma imagem da minha personagem favorita da série. Esquecendo todo o mulherio de carinha laroca e a Sarah Michelle Gellar a dar pancada em vampiros relativamente fraquinhos, mas sempre com um grande estilo próprio de uma loira à séria.
Spike, o eterno Bad Boy. Sempre considerei que se um dia tivesse este estilo, então seria um verdadeiro e eterno bad boy, o gajo duro a que ninguém chega, intocável e poderoso, no fundo, rullante(!!!), mas que está sempre lá quando as coisas dão para o torto, pronto a ajudar quem mais ama, mesmo que nunca o admita:

It's all about the cigar, folks.

The eternal Rebel . . .

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Este viver aqui de Saudade.



The light that's in your eyes, like everyone wants it to be
Well can't you see that it must be this way
Who knows who's wrong or right, just as long as you're here tonight

(...)

I blame myself for just standing there too long
I missed the last song
I blame myself for just standing there
I miss the love, I miss the holidays
I miss my best friend, cheap cigars, stupid kids and movie stars

(...)

I missed her sweet smell, I miss it everyday
I miss my best friend, cheap cigars, stupid kids and movie stars
And I missed the last song and I miss you
And this time this one's for us

(...)

Excerpt of the track "Last Song", from the band Theory Of A Deadman.



Nem consigo começar a enumerar as coisas das quais sinto falta. Sinto saudades de tanto que chegam a faltar-me palavras. Mesmo assim, reconforta-me saber que há tantas novas coisas, sentimentos, emoções, relações, etc, sem as quais não poderia viver hoje e que, espero eu, nunca mudem. Mantê-las assim tão importantes, é o que quero para o Futuro, porque perder amigos ou coisas que me fazem sentir bem constituem as piores dores imagináveis.





Conheci pessoas que me fizeram bem e mal, conheci pessoas que me fizeram apenas bem, conheci pessoas que me fizeram apenas mal. Mas não me arrependo de nada. A vida é feita de coisas assim. Momentos altos e baixos, ups and downs. E é assim que gosto dela. Na mó de cima ou na mó de baixo, estando agora num momento alto olho para trás e todos os maus momentos parecem simplesmente uma memória longínqua da qual pouca memória tenho...





Há coisas que não mudam, coisas que nunca mudam. Mas, mais que tudo, a minha forma de ser não muda e continuo a esperar, sinceramente, que muitas pessoas não mudem e, mais importante, não partam.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Cosmos ou Karma ??



Não seria tudo mais fácil se todos pudéssemos simplesmente seguir este exemplo?

(ver expressão violenta do rapaz da imagem)


Usávamos a nossa expressão mais maléfica, fazíamos uma jura de vingança (no fundo com o objecto do nosso desejo) e eis que surgia tudo nas nossas mãos.


Primeiro tínhamos de lutar pelos favores do Cosmos/Karma. Além disso perdia toda a piada da luta e do fazer por conquistar o que se quer. Parecendo que não, é o que dá toda a beleza às coisas depois de as termos.


Mesmo assim ainda há coisas que simplesmente custam...demasiado. Aos menos são poucas e geralmente exigem dinheiro.

Que foi isto? Apenas um devaneio demente.

Porque, verdade seja dita, também tenho direito a tê-los!!

Há dias assim.



Porque há dias que até correm bem :D

Obrigado linda, pelo riso e pela boa disposição, mesmo quando não te sentes bem.

domingo, 2 de novembro de 2008

Eles andam aí ...



Hoje, quando me dirigia ao restaurante onde almoço todos os domingos, apercebi-me de algo:

O Pombo é o animal mais arrogante alguma vez criado!!

Podem, os mais distraídos, perguntar-se porquê. Eu respondo:

Se começarem a prestar atenção aos muitos pombos que infestam a área Metropolitana de Lisboa, apercebem-se que, no matter what you do, o simples acto de dar uma passada na direcção de um pombo vai levá-lo a levantar voo de forma apressada, diria eu, arrogante. É incrível como uma mera curiosidade de ver mais de perto ou uma mera distracção levam o pombo, do alto do seu estranho bico, a levantar voo, como se de uma ave magníficamente constituída se tratasse.

"Olha para este humano, veio ver mais de perto a minha graciosidade, vou levantar voo."



É incrível como este egocentrismo por parte desta ave columbiforme se parece tanto com o de muitos humanos que tenho vindo a conhecer ao longo da vida. Resta-me saudar então todos os pombos que por aí andam (digo, voam), pois prefiro-os a eles, que a certas pessoas pseudo-arrogantes. A Natureza foi bondosa e impediu que esses tivessem asas, ao menos chateiam, irritam, mas não cagam de alto. Pelo menos não literalmente...

sábado, 4 de outubro de 2008

A Raça Taurina




Touro, o segundo signo do zodíaco, representa a relação do ser com o mundo ao redor. A criança, após nascer e reconhecer-se como ser vivente, parte para a exploração do meio que a cerca. Neste processo, vai fascinar-se justamente com cada nova descoberta, apegando-se à realidade que descortina, como se nela estivesse a própria essência do que é viver. Assim são os taurinos. Bens, posses, coisas, sensações, prazeres, conforto são questões que influenciam fortemente a sua atitude ao longo da vida. No hemisfério norte, a entrada do Sol neste signo ocorre em plena primavera, quando os campos estão floridos e o clima é ameno. O inverno já se foi. Se Áries corresponde ao estímulo súbito e necessário, que rompe a rigidez invernal e dá início a uma nova vida, Touro é o usufruir desta vida no seu estágio mais inocente e espontâneo.O animal que representa este signo caracteriza-se por uma energia descomunal. Já do início da civilização, o touro tem sido empregado no trabalho do campo, arando a terra. De fato, os taurinos em geral dedicam-se consideravelmente ao trabalho, e à concretização de suas ideias. Vêem no trabalho, principalmente, uma forma ideal de ganhar dinheiro, atividade que muito apreciam. E são persistentes o bastante para levar a cabo tarefas extenuantes e demoradas, sem fraquejar. Têm um bom senso estético e gosto artístico. Encantam-se com a beleza das formas, em especial objectos de arte. São consideravelmente estáveis, tanto nas suas posições pessoais quanto em relacionamentos afetivos. No matrimónio, gostam de viver em harmonia e sensualidade. A terra é o elemento deste signo. Como todos os signos de terra, Touro é prático, usando a razão para se direcionar no mundo. Neste caso, a razão muitas vezes visa o acumular de bens materiais. Esta tendência, quando extremada, pode descambar para o materialismo doentio; a obtenção de prazer desvirtua-se em luxúria, o gosto pelas formas artísticas adquire aspectos grotescos, e o indivíduo pode se tornar um guloso de marca maior. Mesmo quando seus aspectos negativos não chegam a este ponto, muitas pessoas que não os conheçam bem poderão considerá-los snobes, devido à sua acentuada importância ao status social.São muito cautelosos e lentos, tanto nos gestos quanto no raciocínio. Não se iluda ao achar que isso é uma demonstração de estupidez ou pouca inteligência, pois os nativos de Touro estão apenas a certificar-se da situação, antes de emitir qualquer parecer ou empreender uma acção. Contudo, uma vez decididos, não voltarão atrás. A menos que as circunstâncias o convençam a fazê-lo, mas não sem antes de uma demorada reflexão.Não são afeitos a mudanças de qualquer espécie. Gostam das coisas que se mantêm estáveis. A teimosia é um dos aspectos que mais pode dificultar o convívio com um taurino. Mas não tenha medo de os contradizer, prezam a honestidade e a lealdade antes de tudo o mais.
Como já se disse, não se adaptam muito bem à mudança, sob quaisquer condições, sendo melhor dar a um Touro, o tempo necessário para digerir e absorver novos conceitos. São teimosos, não se deixando por isso, ser empurrados ou forçados a fazer seja o que for.
Os Touros são os construtores do zodíaco: são capazes de construir desde uma relação a um Império. Apesar de demorarem o seu tempo a iniciar, possuem uma personalidade determinada e metódica, características que aplicam no decorrer e conclusão das tarefas em mão.
A sua função é alcançar a mestria em tudo o que faz, dando óptimos artesãos. Nunca encontrará um Touro que tome atalhos para cumprir objectivos, nem usar materiais de qualidade inferior. Gostam de aproveitar tudo o que a vida tem para lhes oferecer e apreciam a ordem, organização, conforto e respondem muito bem ao estímulo e ao prazer.
Como o animal que representa este signo, não se zangam facilmente, mas quando tal acontgece, é melhor ter cuidado. A frase chave para o Touro é «eu tenho». Escorpião governa a casa das relações, tornando-o o signo mais atractivo para o Touro (A sua sensualidade - do escorpião - é aparente através da personalidade e com a frase chave «eu desejo», atraiem e sentem-se atraídos por Touro). O elemento deste signo fixo é a Terra, correspondendo à segunda casa astrológica, a do dinheiro e recursos.
Se for Touro, parabéns! Você tem a Força. É verdade, a força para levar adiante os seus projectos , desejos, para cuidar deles e não desistir ao primeiro obstáculo. Apenas afaste a teimosia excessiva. Se você agiu da mesma maneira várias vezes e não deu certo, reavalie, estude , aprenda mais sobre isso e prossiga dando forma ao que precisa de ter forma. Deleite-se com as visões, os sons, os sabores, odores, reacções tácteis deste mundo real e tão magnífico para que você o sinta seu, mas principalmente permita-se ser a Natureza também e observe os seus ciclos. Tudo tem um início , um meio e um fim, para recomeçar com muito mais satisfação, plenitude e beleza. Faça bom uso da sua voz. Ela consegue muito.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

There's a time to fight, and a time to grow...



Amizade Colorida. Desgosto. Chamem-lhe o que quiserem. Desgosto na mesma. Ou é ou não é. Estar no meio. É pá, desgosto, que hei-de fazer/dizer? Mesmo assim, se o vamos considerar, prefiro o termo amizade platónica. Sei lá, é menos óbvio, deve ser por isso.


Depois de uma estranha "tormenta", estou totalmente recuperado da pseudo relação amorosa que tive. Durou um mês. Foi mesmo pseudo. E apesar de eu ter esperanças que resultasse, sabia que não ia resultar. Posso nunca o ter admitido a ninguém, nem mesmo a mim mesmo e pode parecer que dito agora é meramente um braço de ferro para ter razão, mas sinto que cá dentro tinha plena noção que ela não era mulher para isso. não era aquela com quem eu ia ter a relação de longo prazo que procuro há tanto tempo. Apesar disso, foi bom enquanto durou. Acabou. Nada a fazer e não estou nada incomodado com isso. Na altura, admito, fiquei. Foi um choque. Mais uma vez a marca dos 30 dias, mas depois de acabarem os exames, nem sequer pensei mais nela. Aconteceu o que tinha de acontecer e acabou.


É certo e sabido que gosto de mulheres com personalidade forte e ela tinha-a, é um facto. Mas também é um facto que, por mulheres e apenas por mulheres, eu deixo andar. Não me imponho nunca, faço as vontades todas, sou romântico, no fundo tento ser o namorado que qualquer mulher poderia querer. Mas se há algo que o Padrinho dela me ensinou por entre conversas sobre Metallica e Manowar, é que, every once in a while, temos de as tratar um bocado mal. Elas podem dizer que não gostam, mas lá no fundo e pelo menos algumas delas, bem que gostam disso. Não está na minha natureza fazê-lo, mas que o posso fazer, posso. Tratar mal não é violência doméstica, deixar isso bem claro. Acho que é a mística de um bad boy. Já se sabe que elas erram sempre ao escolher entre homens. Escolhem sempre aquele que nós homens achamos o pior, mas que elas acham super. Ou porque é bonito. Ou porque é rebelde. Ou porque é misterioso. Ou porque elas simplesmente têm mau gosto e nós andamos com demasiado tempo livre e estamos à espera de ser escolhidos, em vez de irmos escolher.


Há uma coisa, apesar disso, que ainda me confunde. É apenas sobre isso que ainda penso: como se pode passar de um estado de plena intimidade para um estado de se evitar sequer dizer as palavras "olá", "bom dia" ou então olhar sequer nos olhos. Eu estou de consciência tranquila. Não lhe fiz nada de mal. Quem acabou foi ela, não eu. E mesmo ela não fez nada de mal, da última vez que verifiquei, é permitido por lei acabar namoros. Até casamentos, quanto mais namoros. Agora passar daí para um estado de perfeito desprezo. Quando a vejo e olho simplesmente por olhar, numa de "por aqui" ela não olha. Tudo bem, e eu com isso. Mas repete-se tanto que chego a pensar, mas ela tem algum trauma por ter acabado comigo? É que parece que tá com remorsos e não me quer enfrentar. Pensava que ela fosse uma pessoa mais forte. Ela dizia que o era, afinal está a desiludir.


No que me toca, estou na boa com ela. Se me vier falar, falo, se não vier falar não falo. Apenas acho estranha a atitude dela. Ela nunca foi de remorsos e muito menos de timidez ou de se amedrontar. Mas a forma como ela actua, numa reacção de pseudo frieza (de novo a pseudo lol) simplesmente já não funciona. Ela pode ser muito fria. Mas é apenas para esconder as fraquezas que tem. Mas quem, como eu, já enfrenta o mundo de frente e sem recuar há tantos anos, não é com um par de olhos azuis, cabelos ruivos e corpinho sexy que me vai fazer, como ela dizia que todos os ex's dela faziam, "mudar de passeio quando a viam". Ela pode ser fria. Muitos a podem achar cabra ou mesmo puta. Mas o que ela não é, é insensível. Se alguma vez o tivesse sido nem eu tinha olhado para ela in the first place. Acho apenas uma pitice (atenção, novo termo empregado) toda a cena do "ai estamos tão magoados e afectados pelo fim do namoro que, apesar de não nos importarmos nada um com o outro, não conseguimos falar". Acho uma pitice e tenho dito. Ou bem que se assumem responsabilidades ou bem que se anda aqui em torno do cliché "vamos ser amigos". É pá, não vamos, pelo menos não como já fomos. Mas não custa tentar. Mesmo que não resulte à primeira, Tróia não foi construída num só dia, e depois? É porque eu quero voltar a tar com lea? Não. É porque quero ser amiguinho íntimo dela? Não. É porque a quero de volta? Não. EU sou uma pessoa de honra. Não sou orgulhoso, mas sou honrado. E disse-lhe muitas vezes que se alguma vez ela precisasse de alguma coisa eu estaria lá para ela. Mesmo que ela não estivesse para mim. Sempre que o disse estava "enfatuado" por ela, é verdade, mas mesmo assim foi sempre verdade.


Resumindo: Estou-me nas tintas para o que aconteceu. I'm a big boy, i handled it. It's handled. Period! Now we can start over. Quero a mulher com sentido de humor e carisma que conheci antes do namoro. Quero a amiga das sms's engraçadas e dos comments de hi5 sobre o 300. Mais que isso não quero. Por agora? Não sei. Alguma vez vou saber? Não faço a mínima. Mas não é isso que pretendo. Pretendo não ser tratado como mais um. "Não és especial", disse ela uma vez. Ui, a fita que eu fiz com isso. E , no entanto, sabia bem que não tinha sido especial. E hoje, bem, hoje sei que não fui e, não sei porquê, estou na boa com isso. Porquê? Porque ultrapassei a situação. Agora não me obriguem estar a entrar no anfiteatro e evitar olhar para ela. Andar no corredor e dizerem-me: "Não levantes a cabeça agora". Claro que levanto, eu não adivinho, E só porque é ela não posso olhar, ela mata-me com os olhos, é? Tenho mais que fazer. Se quiser olhar olho, se não quiser não olho, agora andar com infantilidades só porque ela não olha para mim. Please, é patético. Se eu desafio pessoas head on, não é por ter namorado com uma mulher e esse namoro ter acabado que vou deixar de olhar head on. As amigas dela até me dizem olá mais vezes do que quando eu e ela namorávamos. Ninguém me pode apontar nenhuma crítica. Nem sequer ela. Porque mesmo ela, se tinha alguma crítica a fazer, fê-la quando acabou. E acabou, acabou. Eu segui em frente. Ela parece não ter seguido. Eu disse que tinha ficado imensamente magoado (ui, foi o fim do mundo), mas não foi a primeira vez que uma mulher acabou comigo daquela forma. Sorry, mas não me magoaste. Esperava é que me "enfrentasses" todos os dias com um olá. Um "olá" descomplicado e descomprometido. Porque, no fundo, eu não quero senão estar bem com todos, porque comigo estou bem. There's a time to fight and a time to grow. I fought myself. And I grew. It's your time now. Grow up and talk to me as the next best guy. Don't worry. If there's something I won't do is fall for you again. Been there, done that. Next!




- Sorry, but I moved on. Did you?

- Yes.

- Great. Friends again?

--Yes? Great...

--No? Whatever...
I rest my case. Peace is back. I'm back. Funny MSN photos are back. Funny MSN messages are back. If you're there to see them, good for you. If not, they are not meant for you, they are meant for me.
When it all started - Hello.
When it all ended - Goodbye.
Now , The next hello depends on you...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Questions

Question: What does a man do when something seemingly good ends abruptly?


- Bem, penso que a pessoa, uma pessoa normal, sofre por isso. Tem o seu período de transição.


Question: And after that?


- Well, after that, he gets back on his two feet and keeps going, harder than before. Simple!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Simples rabisco poético, não esperem grande coisa





Vagueio, pouco ciente do que me rodeia
Vagueio, por não saber ter direcção
Perdi-me nos caminhos dúbios que alargaram as minhas escolhas
Perdi-me, pela incerteza de poder escolher acertadamente

Houve um dia, algures no Passado, em que pude olhar em volta e ter confiança
Mas tu, com os teus orbes verdes e cabelo castanho tudo deitaste por terra
Tu, com o teu perfume, enfeitiçaste-me a alma
Simplesmente Tu, diabolicamente naive, destruíste o que havia em mim de inocente

Tentei, desesperadamente, fugir da tua sombra
Mas nunca foste uma sombra.
Tentei fugir e esquecer o que lançaste na minha vida,
Mas tudo o que tenhas lançado foi aceite por mim.
Hoje, algures dentro de mim, temo que outros me provoquem o mesmo que Tu.
Hoje, mais que nunca, espero que tudo se repita.
Amanhã, talvez, libertar-me-ei um pouco do teu ser impregnado em mim
Amanhã, talvez, morrerei uma vez mais para o mundo

Inocente e cobardemente, saíste da minha vida
Inocente e cobardemente, lançaste o caos no ténue ser que já era.
Davas-me alento, fogo de viver.
Davas-me uma razão para estar vivo e respirar.
Mas não. Já não. Quando o fim me tocou, percebi que não respirava realmente.
Era uma respiração condicionada, uma escolha irreflectida.


Hoje, sei melhor, que na altura não pensei a direito.
Hoje, sei melhor, que não repetiria nada.
Mas sei, também, que afinal o ódio escoou.
Ficou simplesmente a pena.
A pena, pois tudo o resto voou...




Yours Trully.
Foi apenas um rabisco que me apanhou de surpresa quando a mão agarrou a caneta e a caneta beijou languemente o papel.
Devaneios de um escritor não publicado...

Lago da Alma




Lago da Alma

Enquanto caminhava levemente sobre as folhas caídas das árvores
Deparei-me com um lago rodeado de terreno verdejante
Encontrei as costas desnudas de uma mulher, a sua pele mais fria que todos os mármores
Olhei a sua figura e perdi-me na sua pele e desejei que fôssemos amantes.

Nesse lago vi nascer o Sol, enquanto o vento frio acariciava a pele de uma mulher perdida
Vi a água oscilar e a vida dela brotar,
Toquei a minha alma e senti-a perdida.

Fui tocado pela dúvida, uma carícia mórbida que me cegou,
Caí de joelhos, sem saber o que me esperava,
E, ali, num lago desconhecido, a morte me deixou.
Me deixou viver e ao contrário do que eu pensava,
O toque gélido da dúvida a minha ferida sarava
Os meus joelhos dobrou,
Mas a alma curava.

O anjo humano à minha frente apareceu e facilmente me hipnotizou
Os seus olhos pérolas desaparecidas,
Os seus cabelos uma dor que ficou,
Pérolas que me abriram a alma e viram as minhas mágoas perdidas.

O anjo acariciou-me, mas o seu toque era tão gélido quanto o da dúvida.
A minha barba encrespada raspou a sua pele sedosa
E senti uma sensação maravilhosa.

O frio que me esventrava cuidadosamente
Vinha dos seus dedos enregelados,
Como uma sensação estranha de um frio ardente
De dois seres mal amados.

A minha visão regressou e as estrelas olhavam o meu corpo inerte curiosamente.
As estrelas eram os seus muitos olhos brilhantes
Olhavam a minha alma aberta maternalmente
E as gotas de chuva vinham do céu e eram as suas lágrimas cintilantes.

A minha pele foi atingida pela água suave,
O anjo desaparecera, mas a sua rocha estava ainda presente.
O meu corpo reage, levanta-se, quer que a minha mente não o trave
Mas a minha mente recusa e o corpo pára bruscamente.

Olhei à minha volta, a floresta estava escura,
O mundo que me rodeava era tão silencioso
E a verdade que o silêncio trazia era dura
Apesar de quem a trazer ser um vento melodioso.


O anjo estava perdido, na alma de um ser,
Pertencia ao passado e à alma
Ninguém o podia ter.
Mas teria de ter calma…

O anjo nunca mais o vi,
Apenas as lembranças dos seus olhos, atormentadores dos meus momentos de tristeza.
Mas o seu toque gélido senti
E ele sempre afastou essa minha fraqueza.

Uma fraqueza humana, claro está,
Comum a muitos, mas o ser humano é capaz de tudo
E apesar de saber lá no fundo que o anjo nunca mais encontrar vá,
Visto o meu manto de Sol e agasalho-me bem e não mudo.

O Inverno chegou ao lago cristalino.
As suas águas gelaram
E chegou um felino,
Que os homens outrora magoaram

Era uma mensagem da minha alma:
Que o lago me era agora interdito,
Que devia manter a calma
E recusar qualquer atrito…

Um jovem acordou na sua cama, o suor escorrendo pelo seu corpo cansado e dorido.
Era a sua vez de sonhar...e a imaginação ninguém lhe podia roubar...


De novo da minha autoria.
Em tempos, deu-me para isto...

Ode a Viriato




Ode a Viriato


Ó que vontade
Que desejo
Que obsessão
Querer esquecer o Passado
E remoer, revoltado
Originando esta estranha sensação

Difuso; simples
Objectivo, concreto
Rio, evito as lágrimas
Volto a rir e fecho-me em copas.
Antes copas que paus,
Malditas espadas que me atravessam
Apesar de pobre odeiam-me, se ao
Menos tivesse ouros.

Um à vontade
Uma raiva
No fundo…Ufa!
Uma libertação.
Anseio, esqueço,
Relembro, dando um passeio.
Longo, perdido,
Maldito e enfastiante .

Que tédio,
Que amor,
Que revolta,
Pessoa, Camões, palavras,
Poesia, numa sintáctica escolta.

Feios, ó sim,
Feio, claro que não, Espelho diz-me cá,
Qual é a sensação

Ai que dor,
Regressa o tédio…
Volta em mim, bolas…
Esquece a merda do pudor
Diz, fala livremente, sem remédio

Libertação verbal,
Ejaculação literária!
Característica Outonal,
Que modorra extraordinária!

Deito-me, não durmo,
Levanto-me, lá vem o sono.
Desengonçado, mas rápido,
Estranho e com olheiras…

Que dor de novo
Maldita correria!
Esta vida tão perra,
Mas desce, quem diria?

Um corrimão,
Uma aventura
Os cinco?
Talvez noutra altura.

Dura e dura,
Sempre latejante
Chegou a altura
De sair de rompante.

Um guerreiro
Um valente
Um letreiro
Tão premente

Maldito sejas!
Um grito.
Onde quer que estejas,
Um proscrito

Abandonado,
Revoltado
Uma única peça
Num tabuleiro vazio.

Raios, maldito,
Que sentimento tardio
Uma rima, engraçado,
Esforça-se por sair,
Que saia e me deixe varado!

Porca, badalhoca,
Um riso forçadamente meu!
Vem a piada que não me choca,
E lembrar-me do…pigmeu…

Que miséria artística, que vontade de ser mais algo
Je ne sais quoi,
Je ne comprends pas…
Este cómica de situação que é a vida.

Rima estranha, estranha mente.
Caeiro, Reis, Campos,
No fundo Fernando.
Fragmentado, iludido
Magoado e… Ai Campos, que pervertido!

Malditos sejam todos vós,
Saúdo-vos, mas parcamente!
Sim, sou difuso e pertenço a
Um grupo de toda a gente.

Que é certo?
Que é Deus?
Será chuva?
Será vento?
Chuva no Verão, Vento de Famalicão
Um cão, canídeo,
Mórbida cinorexia.

Afagia, Psicologia, larga pneumonia.
Larga ou forte?
Depende da analogia.

Saúdo-te guerreiro,
Encontrei a alegria!
Festejai, festejai
Pois não durará todo o dia!

Ai, que críticas,
Formigam nas vossas mentes
Mentes? Minto.
Fernão Mendes Pinto.
Pinto, Darwin, uma evolução.

Será Chuva?
Será Vento?
Ai, larga-me maldito pensamento!
Afasta-te, uma praga te rogo!
Maldito, foge!
Ou irei atrás de ti mais logo.

Logo que agora não,
Ai não que tenho que fazer!
Sim, trabalho, mas só para inglês ver.

Estudo, compilo,
Compilo ou sem pilo?
Apito, comboio,
Um vermelho ostracismo.
Trotskista, Leninista,

Um nazi de pele vermelha
Mas será?
Depende.
Será chuva ou vento?
Ditadura do proletariado
Fascismo e camisas negras.
Correm-me as correntes do Sado
Nestes olhos que me estão a doer de te ver…

Dor, que dor!
Maldita, voltou.
Camões, Camões
O teu olho, Camões?
Fugiu, desertou?
Desertou, vindo de ti?
Saudava-te outrora
E agora faço que nem te vi!

Heróis do Mar
(poluído, sim)
Nobre Povo
(no seu interesse, sim)
Nação Valente
(menos com a morte de frente)
Será chuva, será gente…

Ó pá, esquece os Direitos,
As Economias, as Finanças
Os benditos médicos salvadores
Aborta, aborta, essa questão moral.
Eutanásia da alma
Aborto fora de tempo
E talvez mesmo pós-laboral
Maldito, regressas
E eu que me vejo a mãos com mais um contratempo.

Ergue essa espada,
Mostra esse músculo
Sim, é o que se quer!
Músculo e beleza
Com toda a certeza!

Maldito, pêga! Não tu, a outra
Aborta ou ejacula, de uma vez
Deita tudo cá para fora.

Vivo ou morto?
Chuva ou gente?

Maldito sejas, vives e estás morto
Não me olhes, pois tenho o sentimento torto.

Forçado, sim
Sexo? Violação!
Se forçado for, a Igreja diz que não!
Não forces, alicia, é o que todos fazem..
Se é decente
Ah, pagas portagem!

Pela via do Inferno
Vais andar sobre brasas
Sou triste?
Ou isso ou magoado.
Sou louco?
Ando à chuva!
Sabe-me a pouco
Esta liberdade confusa.
Difusa, obtusa
Visão de se ver o mundo
Maldita, voltas?
Sacana do Adamastor.
Aborta, aborta, essa ideia de caridade
Só diminuiria os impostos!
Mas...eia! Diz a Igreja que dá à tua alma
Liberdade.
Acredites ou não…
Eu não, por isso pira-te
Não quero ouvir o teu senão
Por favor, retira-te.

Educado agora fiquei,
Calmo e reservado.
Mas tenho Tourette
Sê mal-educado

Começo agora,
A ver o mundo
De forma diferente
Vejo-o agora…Sim!
De forma absorvente.

Que educado fiquei,
De repente nada mais sei dizer.
Carpe Diem? Certamente.
Mas um novo ser eu não sei ser.

Não percebes?
Sou assim,
Conivente.
Não sabes que quer dizer?
Pois tu e toda a gente.
Ou talvez não! Talvez não seja chuva.
Ou talvez sim!
Talvez seja vento!
Seja o que for, eu não
Quero saber.

Vai-te embora, deixa-me
Não te quero ver
Mexes comigo, mexes.
Isso é certo e sabido
Mas mexes mal e porcamente,
Mexes mal
E tudo o que sabes sobre mim é por ouvido.

Forçado? Não tenho sentimentos forçados!
Apenas englobo numa frase um pensamento Passado.

Ai, que maldito, vai-te!
De uma vez, duas ou três.

Mal e porcamente.
Parva, badalhoca…
Isto não é para ninguém,
E é para toda a gente.

Ubi Solitudinem Faciunt Pacem Appellant


Da autoria deste vosso bloguista que se apresenta como escritor (não publicado) em repouso.
Quase concluído um primeiro livro de fantasia épica, decerto demasiado extenso para aqui ser postado. Todavia, deixar-vos-ei, decerto também, outros poemas da minha autoria.

Europe - A Prophecy de William Blake


Europe - A Prophecy

by William Blake, British Poet





`Five windows light the cavern'd Man: thro' one he breathes the air;Thro' one hears music of the spheres; thro' one the Eternal VineFlourishes, that he may receive the grapes; thro' one can lookAnd see small portions of the Eternal World that ever groweth;Thro' one himself pass out what time he please, but he will not;For stolen joys are sweet, and bread eaten in secret pleasant.'


So sang a Fairy, mocking, as he sat on a streak'd tulip,Thinking none saw him: when he ceas'd I started from the trees,And caught him in my hat, as boys knock down a butterfly.`How know you this,' said I, `small Sir? where did you learn this song?'Seeing himself in my possession, thus he answer'd me:`My Master, I am yours! command me, for I must obey.'


`Then tell me, what is the Material World, and is it dead?'He, laughing, answer'd: `I will write a book on leaves of flowers,If you will feed me on love-thoughts, and give me now and thenA cup of sparkling poetic fancies; so, when I am tipsy,I'll sing to you to this soft lute, and show you all aliveThe World, when every particle of dust breathes forth its joy.'


I took him home in my warm bosom: as we went alongWild flowers I gatherèd; and he show'd me each Eternal Flower:He laugh'd aloud to see them whimper because they were pluck'd.They hover'd round me like a cloud of incense. When I cameInto my parlour and sat down, and took my pen to write,My Fairy sat upon the table, and dictated EUROPE.





Alma Utópica 3

Gritei, implorei, rolei e a minha carne magoei. Cheguei ao meu areal, sob as estrelas cintilantes. Despi-me e na água salgada gelada me perdi, água cujas lágrimas me abraçaram. Chorei, perdi-me na imensidão do mar, as minhas lágrimas nadaram até aos confins daquele mundo desconhecido. A minha carne salguei, mas a minha lama recusou-se.Lamentos de alguém magoado, ferido, a ferros incandescentes marcado. Saí do mar feito de água para o areal de areia. A minha pele tocou a áspera superfície e de novo me deitei, olhando as estrelas. Amanheceu, entardeceu e de novo anoiteceu. Um dia, vinte e quatro horas, passados a tratar da carne. A noite. O sal. Despi-me de novo e na água voltei a mergulhar. A carne salguei, mas a alma com o sal queimei. Gritei, desesperado, a dor física insignificante para com a humana. A água abandonei, triste e magoado, atento À ferida da carne adormecida pelo gelo do mar. Lágrimas geladas desciam pelo meu corpo ao luar. Lágrimas de um choro sem Íris. Um som, movimento. Visto-me, corro, persigo. Da orla do meu areal de areia um vulto, duas Íris verdes. Congelo, ajoelho, prostro-me. Uma mulher, jovem, mas uma mulher. Salvei e perdi, nadei, salguei e recuperei. Sozinho nunca mais, a mim jurei. Deitámo-nos, olhando as estrelas. Que sensação. Naquela noite estrelada nada cruzou os céus, porque a estrela mais brilhante estava deiada a meu lado. Adormeci, sentindo o perfume do mar... Acordei. Sobressaltei-me. A areia a meu lado. Vazia. Marcadas nos grãos de areia negra estavam as formas de uma mulher divina. Desejei ser areia, para sentir o corpo do amor. Desejei ser água para invadir a areia e moldá-la. Despi-me e mergulhei. De novo salguei a carne, gemi e dorido permaneci. Sequei-me. Vesti-me. Olhei o horizonte, escurecendo as minhas Íris com as palpebras pesadas que tremiam como o ritmo do mar. Utopia, ouvi as ondas sibilarem. Abri as Íris. Um toque, leve, um sorriso, palavras. Comida. Fome. Sobrevivência. Um desafio. Nadar? Recusa. Não sabe. Como pode uma sereia não nadar e uma deusa não voar. Percorremos o areal negro. Corri. Corremos. Saltei. Saltámos. Caí. Caímos. Abracei. Abraçámo-nos. Um beijo, um toque suave. Intensidade. Paixão. Duas línguas. Calor, frio. Um toque sôfrego. Gelei e tive calor. Tremi, de medo e frio. Transpirei, de calor e paixão. Rolámos pela areia, o sol observando-nos e passámos o resto do dia perdidos um no outro, percorrendo o areal negro que se esticava perante nós, indómavel, por desbravar. Vencido pelo mar, venci a areia. Acompanhado, desbravei a imensidão que me separava daquela triste Utopia, as minhas Íris, presas em dois orbes verdes brilhantes...

Alma Utópica 2

Nunca a água fora tão fresca, o vento tão fustigantemente gelado, o ar tão respirável, o areal tão negro, as ondas tão ruidosas. Caminhando pelo areal negro mantinha a minha Íris fechada, pensativo, cambaleante, desconexo e perdido, caminhando subjectivamente por terras desconhecidas. Semper fie o mar ondulava à minha volta. Mergulhei, sem tristeza. Gelei, estrebuchei, sufoquei, lutei, afoguei-me e morri. Morri, fui para o céu e voltei. Morri, fui para o céu e regressei. Morri, fui para o céu e não aprendi nada de novo. Morri e reacordei. Morri e não renasci. Soergui-me, inspirei e fui penetrado pelo ar salgado. Envolvi-me num langue beijo benevolente com o mar. Lutámos, a dor de um humano perdido contra a de um mar ignorado. Perdi, as lágrimas de sal do mar vencendo as de um humano sozinho e alheado da realidade abstracta. Vagueei, triste, incompleto, abandonado de forma quase tão Utópica quanto a sociedade que temia. Desconhecendo o que me rodeava há já algum tempo decidi, com força de origem desconhecida, conhecer o que não tinha nada de novo para conhecer. Cambaleei alegremente para trás, parecendo em overdose salgada. Remei com os pés, desbravei a areia que se interpunha entre mim e a Utopia. Morri a cada passo, ganhei vida a cada fôlego. Vivi para contar cada metro e cheguei à cidade que me assustara. Acordei, abruptamente. Encontrei o medo, a solidão, a tristeza maior. Chorei, fugi, berrei e voltei a caminhar. De volta ao meu areal, sem perigo, sem desconhecido. Vencido, pensei. Pensei e evoluí. No dia seguinte tentei de novo, aproximei-me sorrateiramente de um edifício e vi, surpreendido, uma rapariga da minha idade acorrentada a um corvo cego. Acorri, preocupado, saltei, matei e libertei. Senti-me importante, pelo menos até receber uma joelhada possante nas virilhas. Fiquei cego. Gemi e chorei silenciosamente. Arrastei-me até à porta e fui capaz de abandonar o recinto Utopicamente triste sem mais flagelos físicos.

Alma Utópica 1

Enquanto permanecia deitado a observar o céu obscuro povoado de estrelas e constelações um cometa cruzou os céus. No pouco tempo que o vislumbrei consegui ver cores várias, entre o magenta e o azul claro, entre o negro e o amarelo. O cometa que cruzava os céus fez-me pensar na vida. Na vida e na sua subsequente morte, com todos os problemas que viver implicava, com todos os problemas em cessar essa vida. Queria ser como o poeta, que pensava mas não sentia, ou queria ser como a ceifeira, que sentia mas não pensava. Preferi, no meio do areal vulcânico, aceitar a opinião de Pessoa: Ser feliz e pensar ao mesmo tempo. Pergunto-me muitas vezes que sentido tem esta vida que nos dá tantos desafios. E pergunto-me tantas outras vezes como seria a vida sem estes desafios. Passei grande parte daquela noite estrelada a observar o céu, à falta de melhor para fazer no meu campo de areia negra. Sem nada para me distrair abstraí-me de tudo e comecei a pensar no que o Passado havia guardado de mim. Adormeci, afundando-me nas ondas indomáveis de uma vida conturbada, nos remoinhos que me fizeram rodar em torno dos mesmos problemas tantas vezes, hoje pensando, vezes em demasia, até. Acordei, o sol batendo na minha cara, o som das ondas chicoteando a praia. Olhei o céu. As estrelas já não se viam. Agora só estava uma estrela, a maior de todas. Levantei-me lentamente, esticando o meu torpe corpo. O que vi fez a Íris deste vosso Pecador alargar-se como nunca o fizera. Estava no meu areal, mas não estava no mesmo planeta. Não acordara, pensei eu, não passava de um sonho estranho. Uma cidade crescia em altitude, banhada pelo mar. Corajosamente, ou por falta de razões para ter medo, encaminhei-me para a alta cidade. O que vi abismou-me. A sociedade daquele monumento social era perfeita, sem erros, sem a menor falha, por mínima que fosse. Senti então medo, um medo primitivo do desconhecido, de chegar a um local e de não ter alguém que partilhasse esse medo comigo. Um amigo, talvez, uma companheira, alguém, até uma qualquer fonte de ódio, uma pessoa de quem não gostasse, mas a quem me pudesse aliar contra o desconhecido. Nada encontrei além do desconhecido. Ninguém me rodeava, ninguém se via ou ouvia. Era a automatização. Havia ordem, progresso, perfeição, no fundo uma Utopia, mas faltava o mesmo que faltava à minha alma...A Felicidade. Foi então que vi as primeiras formas de vida. Iguais a mim, três homens e quatro mulheres passaram, num passo sombrio pela minha expressão abismada. Olhei-os com interesse, a minha Íris de Pecador obsevando e absorvendo todos os pormenores possíveis. Nem me olharam de lado. Não havia desdém, ainda bem, mas dava-se também a inexistência de um qualquer interesse. Fugi daquele antro da indiferença, assustado com a forma impessoal como por mim haviam passado. Procurei o meu areal negro. Para minha infelicidade, não o encontrei. Encostei-me a uma parede de um alto prédio e deixei, de forma langue, lenta, devastada e ignorada, a minha Íris fechar-se, escondendo-me na escuridão que me protegia daquela cidade Utopicamente triste.

Porcupine Tree






I have this Porcupine Tree,
This Porcupine Tree inside of me.

Volvido o tempo que não passou, esqueço-me na hora de relembrar.
Encontrado o objecto que perdurou, sento-me e encosto-me a pensar.

Penso no que já vivi.
Melhor.... No que já sofri.

Mas este blog não é apenas de sofrimento. É de vida. Sim, é de sofrimento. Mas, atenção, também é de vida! E de morte. E de vida. E de algo mais... A little bit more.

E do quê? De vida. De morte. De tristeza. E de tudo. E de nada. Do maravilhoso mundo neo-automatizante e do retro-funk dos camaradas. Faz sentido? Não, não faz.
Deveria fazer sentido, é mais o que se deveriam estar a perguntar, na verdade. Não, não devia. Mas podia. Até que devia, mas não faz.

Confundir. É o que faço? Não, sou claro, apenas preciso que estejam atentos.
Iludir. É o que faço? Sim, muito honestamente, sim.

Brinco com as palavras, tal como Platão sou irreverente e com sentido de humor. Pode ser um sentido de humor diferente do vosso, mas não deixa de ser um sentido de humor.

Despeço-me, por agora, com um grande bem haja.
Pode nem sempre haver, é certo. Resta saber é o quê.
ENcontrem-se, agora, por entre estas iniciais palavras labirínticas.
A partir de agora o caminho é sempre a descer. Vai melhorar.

Vai melhorar...

On top of the Porcupine Tree,
All I see is me.
Being the Porcupine Tree,
Is what really frees me.