Ode a Viriato
Ó que vontade
Que desejo
Que obsessão
Querer esquecer o Passado
E remoer, revoltado
Originando esta estranha sensação
Difuso; simples
Objectivo, concreto
Rio, evito as lágrimas
Volto a rir e fecho-me em copas.
Antes copas que paus,
Malditas espadas que me atravessam
Apesar de pobre odeiam-me, se ao
Menos tivesse ouros.
Um à vontade
Uma raiva
No fundo…Ufa!
Uma libertação.
Anseio, esqueço,
Relembro, dando um passeio.
Longo, perdido,
Maldito e enfastiante .
Que tédio,
Que amor,
Que revolta,
Pessoa, Camões, palavras,
Poesia, numa sintáctica escolta.
Feios, ó sim,
Feio, claro que não, Espelho diz-me cá,
Qual é a sensação
Ai que dor,
Regressa o tédio…
Volta em mim, bolas…
Esquece a merda do pudor
Diz, fala livremente, sem remédio
Libertação verbal,
Ejaculação literária!
Característica Outonal,
Que modorra extraordinária!
Deito-me, não durmo,
Levanto-me, lá vem o sono.
Desengonçado, mas rápido,
Estranho e com olheiras…
Que dor de novo
Maldita correria!
Esta vida tão perra,
Mas desce, quem diria?
Um corrimão,
Uma aventura
Os cinco?
Talvez noutra altura.
Dura e dura,
Sempre latejante
Chegou a altura
De sair de rompante.
Um guerreiro
Um valente
Um letreiro
Tão premente
Maldito sejas!
Um grito.
Onde quer que estejas,
Um proscrito
Abandonado,
Revoltado
Uma única peça
Num tabuleiro vazio.
Raios, maldito,
Que sentimento tardio
Uma rima, engraçado,
Esforça-se por sair,
Que saia e me deixe varado!
Porca, badalhoca,
Um riso forçadamente meu!
Vem a piada que não me choca,
E lembrar-me do…pigmeu…
Que miséria artística, que vontade de ser mais algo
Je ne sais quoi,
Je ne comprends pas…
Este cómica de situação que é a vida.
Rima estranha, estranha mente.
Caeiro, Reis, Campos,
No fundo Fernando.
Fragmentado, iludido
Magoado e… Ai Campos, que pervertido!
Malditos sejam todos vós,
Saúdo-vos, mas parcamente!
Sim, sou difuso e pertenço a
Um grupo de toda a gente.
Que é certo?
Que é Deus?
Será chuva?
Será vento?
Chuva no Verão, Vento de Famalicão
Um cão, canídeo,
Mórbida cinorexia.
Afagia, Psicologia, larga pneumonia.
Larga ou forte?
Depende da analogia.
Saúdo-te guerreiro,
Encontrei a alegria!
Festejai, festejai
Pois não durará todo o dia!
Ai, que críticas,
Formigam nas vossas mentes
Mentes? Minto.
Fernão Mendes Pinto.
Pinto, Darwin, uma evolução.
Será Chuva?
Será Vento?
Ai, larga-me maldito pensamento!
Afasta-te, uma praga te rogo!
Maldito, foge!
Ou irei atrás de ti mais logo.
Logo que agora não,
Ai não que tenho que fazer!
Sim, trabalho, mas só para inglês ver.
Estudo, compilo,
Compilo ou sem pilo?
Apito, comboio,
Um vermelho ostracismo.
Trotskista, Leninista,
Um nazi de pele vermelha
Mas será?
Depende.
Será chuva ou vento?
Ditadura do proletariado
Fascismo e camisas negras.
Correm-me as correntes do Sado
Nestes olhos que me estão a doer de te ver…
Dor, que dor!
Maldita, voltou.
Camões, Camões
O teu olho, Camões?
Fugiu, desertou?
Desertou, vindo de ti?
Saudava-te outrora
E agora faço que nem te vi!
Heróis do Mar
(poluído, sim)
Nobre Povo
(no seu interesse, sim)
Nação Valente
(menos com a morte de frente)
Será chuva, será gente…
Ó pá, esquece os Direitos,
As Economias, as Finanças
Os benditos médicos salvadores
Aborta, aborta, essa questão moral.
Eutanásia da alma
Aborto fora de tempo
E talvez mesmo pós-laboral
Maldito, regressas
E eu que me vejo a mãos com mais um contratempo.
Ergue essa espada,
Mostra esse músculo
Sim, é o que se quer!
Músculo e beleza
Com toda a certeza!
Maldito, pêga! Não tu, a outra
Aborta ou ejacula, de uma vez
Deita tudo cá para fora.
Vivo ou morto?
Chuva ou gente?
Maldito sejas, vives e estás morto
Não me olhes, pois tenho o sentimento torto.
Forçado, sim
Sexo? Violação!
Se forçado for, a Igreja diz que não!
Não forces, alicia, é o que todos fazem..
Se é decente
Ah, pagas portagem!
Pela via do Inferno
Vais andar sobre brasas
Sou triste?
Ou isso ou magoado.
Sou louco?
Ando à chuva!
Sabe-me a pouco
Esta liberdade confusa.
Difusa, obtusa
Visão de se ver o mundo
Maldita, voltas?
Sacana do Adamastor.
Aborta, aborta, essa ideia de caridade
Só diminuiria os impostos!
Mas...eia! Diz a Igreja que dá à tua alma
Liberdade.
Acredites ou não…
Eu não, por isso pira-te
Não quero ouvir o teu senão
Por favor, retira-te.
Educado agora fiquei,
Calmo e reservado.
Mas tenho Tourette
Sê mal-educado
Começo agora,
A ver o mundo
De forma diferente
Vejo-o agora…Sim!
De forma absorvente.
Que educado fiquei,
De repente nada mais sei dizer.
Carpe Diem? Certamente.
Mas um novo ser eu não sei ser.
Não percebes?
Sou assim,
Conivente.
Não sabes que quer dizer?
Pois tu e toda a gente.
Ou talvez não! Talvez não seja chuva.
Ou talvez sim!
Talvez seja vento!
Seja o que for, eu não
Quero saber.
Vai-te embora, deixa-me
Não te quero ver
Mexes comigo, mexes.
Isso é certo e sabido
Mas mexes mal e porcamente,
Mexes mal
E tudo o que sabes sobre mim é por ouvido.
Forçado? Não tenho sentimentos forçados!
Apenas englobo numa frase um pensamento Passado.
Ai, que maldito, vai-te!
De uma vez, duas ou três.
Mal e porcamente.
Parva, badalhoca…
Isto não é para ninguém,
E é para toda a gente.
Ubi Solitudinem Faciunt Pacem Appellant
Da autoria deste vosso bloguista que se apresenta como escritor (não publicado) em repouso.
Quase concluído um primeiro livro de fantasia épica, decerto demasiado extenso para aqui ser postado. Todavia, deixar-vos-ei, decerto também, outros poemas da minha autoria.
Ó que vontade
Que desejo
Que obsessão
Querer esquecer o Passado
E remoer, revoltado
Originando esta estranha sensação
Difuso; simples
Objectivo, concreto
Rio, evito as lágrimas
Volto a rir e fecho-me em copas.
Antes copas que paus,
Malditas espadas que me atravessam
Apesar de pobre odeiam-me, se ao
Menos tivesse ouros.
Um à vontade
Uma raiva
No fundo…Ufa!
Uma libertação.
Anseio, esqueço,
Relembro, dando um passeio.
Longo, perdido,
Maldito e enfastiante .
Que tédio,
Que amor,
Que revolta,
Pessoa, Camões, palavras,
Poesia, numa sintáctica escolta.
Feios, ó sim,
Feio, claro que não, Espelho diz-me cá,
Qual é a sensação
Ai que dor,
Regressa o tédio…
Volta em mim, bolas…
Esquece a merda do pudor
Diz, fala livremente, sem remédio
Libertação verbal,
Ejaculação literária!
Característica Outonal,
Que modorra extraordinária!
Deito-me, não durmo,
Levanto-me, lá vem o sono.
Desengonçado, mas rápido,
Estranho e com olheiras…
Que dor de novo
Maldita correria!
Esta vida tão perra,
Mas desce, quem diria?
Um corrimão,
Uma aventura
Os cinco?
Talvez noutra altura.
Dura e dura,
Sempre latejante
Chegou a altura
De sair de rompante.
Um guerreiro
Um valente
Um letreiro
Tão premente
Maldito sejas!
Um grito.
Onde quer que estejas,
Um proscrito
Abandonado,
Revoltado
Uma única peça
Num tabuleiro vazio.
Raios, maldito,
Que sentimento tardio
Uma rima, engraçado,
Esforça-se por sair,
Que saia e me deixe varado!
Porca, badalhoca,
Um riso forçadamente meu!
Vem a piada que não me choca,
E lembrar-me do…pigmeu…
Que miséria artística, que vontade de ser mais algo
Je ne sais quoi,
Je ne comprends pas…
Este cómica de situação que é a vida.
Rima estranha, estranha mente.
Caeiro, Reis, Campos,
No fundo Fernando.
Fragmentado, iludido
Magoado e… Ai Campos, que pervertido!
Malditos sejam todos vós,
Saúdo-vos, mas parcamente!
Sim, sou difuso e pertenço a
Um grupo de toda a gente.
Que é certo?
Que é Deus?
Será chuva?
Será vento?
Chuva no Verão, Vento de Famalicão
Um cão, canídeo,
Mórbida cinorexia.
Afagia, Psicologia, larga pneumonia.
Larga ou forte?
Depende da analogia.
Saúdo-te guerreiro,
Encontrei a alegria!
Festejai, festejai
Pois não durará todo o dia!
Ai, que críticas,
Formigam nas vossas mentes
Mentes? Minto.
Fernão Mendes Pinto.
Pinto, Darwin, uma evolução.
Será Chuva?
Será Vento?
Ai, larga-me maldito pensamento!
Afasta-te, uma praga te rogo!
Maldito, foge!
Ou irei atrás de ti mais logo.
Logo que agora não,
Ai não que tenho que fazer!
Sim, trabalho, mas só para inglês ver.
Estudo, compilo,
Compilo ou sem pilo?
Apito, comboio,
Um vermelho ostracismo.
Trotskista, Leninista,
Um nazi de pele vermelha
Mas será?
Depende.
Será chuva ou vento?
Ditadura do proletariado
Fascismo e camisas negras.
Correm-me as correntes do Sado
Nestes olhos que me estão a doer de te ver…
Dor, que dor!
Maldita, voltou.
Camões, Camões
O teu olho, Camões?
Fugiu, desertou?
Desertou, vindo de ti?
Saudava-te outrora
E agora faço que nem te vi!
Heróis do Mar
(poluído, sim)
Nobre Povo
(no seu interesse, sim)
Nação Valente
(menos com a morte de frente)
Será chuva, será gente…
Ó pá, esquece os Direitos,
As Economias, as Finanças
Os benditos médicos salvadores
Aborta, aborta, essa questão moral.
Eutanásia da alma
Aborto fora de tempo
E talvez mesmo pós-laboral
Maldito, regressas
E eu que me vejo a mãos com mais um contratempo.
Ergue essa espada,
Mostra esse músculo
Sim, é o que se quer!
Músculo e beleza
Com toda a certeza!
Maldito, pêga! Não tu, a outra
Aborta ou ejacula, de uma vez
Deita tudo cá para fora.
Vivo ou morto?
Chuva ou gente?
Maldito sejas, vives e estás morto
Não me olhes, pois tenho o sentimento torto.
Forçado, sim
Sexo? Violação!
Se forçado for, a Igreja diz que não!
Não forces, alicia, é o que todos fazem..
Se é decente
Ah, pagas portagem!
Pela via do Inferno
Vais andar sobre brasas
Sou triste?
Ou isso ou magoado.
Sou louco?
Ando à chuva!
Sabe-me a pouco
Esta liberdade confusa.
Difusa, obtusa
Visão de se ver o mundo
Maldita, voltas?
Sacana do Adamastor.
Aborta, aborta, essa ideia de caridade
Só diminuiria os impostos!
Mas...eia! Diz a Igreja que dá à tua alma
Liberdade.
Acredites ou não…
Eu não, por isso pira-te
Não quero ouvir o teu senão
Por favor, retira-te.
Educado agora fiquei,
Calmo e reservado.
Mas tenho Tourette
Sê mal-educado
Começo agora,
A ver o mundo
De forma diferente
Vejo-o agora…Sim!
De forma absorvente.
Que educado fiquei,
De repente nada mais sei dizer.
Carpe Diem? Certamente.
Mas um novo ser eu não sei ser.
Não percebes?
Sou assim,
Conivente.
Não sabes que quer dizer?
Pois tu e toda a gente.
Ou talvez não! Talvez não seja chuva.
Ou talvez sim!
Talvez seja vento!
Seja o que for, eu não
Quero saber.
Vai-te embora, deixa-me
Não te quero ver
Mexes comigo, mexes.
Isso é certo e sabido
Mas mexes mal e porcamente,
Mexes mal
E tudo o que sabes sobre mim é por ouvido.
Forçado? Não tenho sentimentos forçados!
Apenas englobo numa frase um pensamento Passado.
Ai, que maldito, vai-te!
De uma vez, duas ou três.
Mal e porcamente.
Parva, badalhoca…
Isto não é para ninguém,
E é para toda a gente.
Ubi Solitudinem Faciunt Pacem Appellant
Da autoria deste vosso bloguista que se apresenta como escritor (não publicado) em repouso.
Quase concluído um primeiro livro de fantasia épica, decerto demasiado extenso para aqui ser postado. Todavia, deixar-vos-ei, decerto também, outros poemas da minha autoria.

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