
Tenho dias assim:
Escrevia, perdido na rotina, quando, por acaso, li o blog de uma amiga.
Foi nela que me apoiei durante um momento difícil, mas, ao ler o blog e vê-la falar tanto de um outro amigo nosso, percebi algo. Vários pontos se juntaram na minha cabeça e eu percebi finalmente a razão de continuar a ter uma vida que raramente me satisfaz. Não sou feliz. Tento fingir que sou, mas há sempre um momento em que me apercebo que não tenho da vida nem um mínimo, quanto mais tudo o que quero.
Mantém-se a incerteza, a incerteza nos amores, mas agora até a dúvida surge nas amizades. Aquela era a pessoa que me sustentava, enquanto eu sustentava toda a gente. E agora, vejo-a partilhada. Não que fosse minha, mas senti que se perdeu alguma coisa. Foi então que associei. Quando ela foi passear, a quem pediu uma das amigas dela para a ir procurar? Ao outro amigo.
- "Não és tu é que a fazes rir?"
- "Sim, mas ele também."
- "Pensei que tu só a soubesses irritar."
- "Só quando quero... erm...Também a sei alegrar."
Mas ficou a dúvida. Neste momento, apercebo-me que não passo de uma sombra social. Não sou mais que a pessoa que dura algum tempo para depois ser ignorada por todos. Mostro-me ao mundo, mas o mundo nunca vê. Quando, por loucura, alguém se apercebe, dura pouco. Serei assim tão pouco maravilhoso, para ser tão facilmente descartado? Costumava parecer-me que não, mas agora, agora já nem isso sei.
Resta-me continuar a observar. Nada mais me resta. Porque ser observado, bom, isso não me espera nunca... Não continuasse eu a não ser mais que uma sombra.

1 comentário:
baby, és a minha categoria especial...
depois de um mini-ataque de ciumes por causa de uma anista e um gelado, you should know better...
i adore you*
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