terça-feira, 30 de junho de 2009

O Mestre - Fritz Leiber

"MARA: Não te lamentes, a vida ficará mais excitante depois de casarmos.


FAFHRD: É aí que te enganas, querida Mara. Espera, deixa-me explicar! Conheço bem a minha mãe. Assim que casarmos, Mor vai querer que faças a comida e todo o trabalho da tenda. Vai tratar-te como sete oitavos sua escrava, e um oitavo minha concubina.


MARA: Ha! Vais ter de aprender a dominar a tua mãe, Fafhrd. Mas não te preocupes sequer com isso, querido. É óbvio que não conheces nenhuma das armas que uma jovem esposa forte e decidida usa para se proteger da sogra. Vou pô-la no lugar, nem que tenha de envenená-la - não para matar, só para a enfraquecer o suficiente. Antes que tenham passado três luas, vai tremer mal me aproxime e vais sentir-te mais homem. Sei bem que sendo tu filho único e como o teu pai morreu novo, ela teve uma influência pouco natural em ti, mas...


FAFHRD: Já me sinto muito homem neste momento, minha bruxa imoral e envenenadora, minha gata, e tenciono provar-to sem demoras. Defende-te! Ha, és capaz...!


E mais uma vez o montículo de neve entrou em convulsões, qual urso gigante a morrer com ataques. O urso acabou por perecer numa música de sistos e triângulos, provocada pelo estilhaçar dos cristais de gelo que tinham crescido de forma desproporcionada nos mantos de Mara e Fafhrd enquanto conversavam."


In, Crónicas da Espada - O Encontro, de Fritz Leiber.

Páginas 32 e 33, publicada pela Saída de Emergência.

Entre Aspas bla bla bla . . .


Ou isso, ou podem sempre flectir os dedos indicador e médio de ambas as mãos, dizendo a palavra que está entre as aspas simuladas de forma efeminada ou como se custasse a sair, numa tentativa de fazerem com que o gesto dos dedos seja entendido. (think not)



Eu próprio uso este simulador manual de aspas (bela expressão, simulador manual), mas quando me deparo com um homem na casa dos oitenta anos que se vira para os transeuntes e, usando o simulador manual, berra: "Enfiava tudo."



Eu penso: "Mas que merdas duvidosas se passaram no Ultramar???"

sábado, 27 de junho de 2009

M.J e F.F

(Mais vale uma criança na mão, do que duas a voar . . . )

E, tal como todos os media têm feito exaustivamente desde que ocorreu, aqui discuto a morte de Michael Jackson.
*Várias crianças em todo o mundo demonstram o seu alívio*

Mas as legiões de fãs apaixonados têm quatro perguntas, perguntas essas que os não fãs têm também:
1. O luto será feito de preto ou de branco?
2. O caixão será preto ou branco?
3. A lápide será em mármore preto ou em mármore branco?
4. No funeral levam gravata preta ou branca?

Se não estou em erro o M. J., a partir de agora chamo-o assim, (faz-me lembrar a MJ da série do Homem-Aranha, o que não é bom, porque sempre que penso em Michael Jackson penso em Kirsten Dunst e gosto. Quem me "veja" o pensamento fica intrigado.) era fã de uma marca em especial. Sim, adivinharam, ele adorava a United Colours of Benetton.

No que toca a festivais de entrega de prémios, o M.J. adorava ir ao Kid's Choice Awards, sei lá eu porquê, mas ele sempre disse: "Desde que vendi o meu Neverland, vir a esta entrega de prémios é para mim uma enorme alegria, porque estou de novo rodeado de crianças."

Continuando, para a frente, claro está, poisesse é o caminho, há quem diga que M.J. era pedófilo.
Eu digo que isso é uma calúnia terrível e nada estaria mais longe da verdade!
Só porque ele fala sempre num tom baixo, se move lentamente nas entrevistas, quando dança está sempre presente aquela thrusting das ancas e a mão sobre o "material", diz que partilhar a cama com alguém é o maior acto de carinho que existe e que o faz com crianças, nada disso quer dizer que ele discuta temas sexuais na prática com crianças menores que menores.

Mas passando a uma secção um pouco menos caluniosa.
O homem morreu.
Quando se morre é-se perfeito e só se fala do bom, portanto eu decidi abrir o post com o mau.
Mas o bom também deve estar presente, pronto, pronto.
Era um bom escritor de letras, era um bom cantor, um dançarino emocional, um pacifista, um unificador, um sofredor.
Era um homem. Um mortal como todos os outros, com as suas qualidades e os seus defeitos.
Como todos os homens.

Deixo também aqui, até de forma mais carinhosa, as minhas condolências à família de Farah Fawcett, porque a família dela acompanha regularmente este blog.
Vou ter saudades dela, não pelas suas qualidades de actriz, mas pelas suas curvas...
Não me venham com o: Ah ela era tão boa actriz nos Anjos de Charlie originais.
Não, não era!! Ela era simplesmente uma mulher belíssima. Mas actriz não era.
Mas como eu digo mal de quase tudo e todos, o que interessa???


Mas que bela actriz, hein?

Diria mesmo: mas que belo par de actrizes.


Ah não, é só uma afinal xD

Senti necessidade de acrescentar o comentário brejeiro, espero que tenham gostado tanto quanto eu . . .

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Curiosidade 2



Urânia, do Grego Divina;
(Tens os teus momentos =D)


Rui, do Francês Rei;
(Só te falta a Corte, irmão, cheia de Nádias. Já agora, Nádia, do Russo Esperança lol)


Catarina, do Grego Aquela que é pura;
(Mas não se estiquem, porque como se diz, "Hell hath no fury like a woman scorned.")


Sónia, do Russo Sabedoria;
(Assenta-te que nem uma luva)

João, do Hebraico Deus é Gracioso;
(Quanto a isso não sei Peixe, mas que és como um irmão, lá isso és =D)


Joana, do Hebraico Presente de Deus;
(Preciso de dizer mais alguma coisa? Por vezes sem ti... És mesmo um presente. Só nós para nos aturar-nos)

Laura, do Latim Coroa de Folhas de Ouro;
(Tinhas de ser a representação de algo importante =D)

Márcia, do Latim Guerreira;
(Disso não haja dúvida, nem que seja quando vem o mau humor. Como te percebo, padeço do mesmo tipo de humor =D)


Pedro, do Hebraico Pedra, Rocha, do Aramaico Cefas, do Latim Pedra;
(Isto deve explicar a tua teimosia, teimosia essa que me fez aguentar tantos problemas)



Vanessa, sem origem, Género de lindas borboletas;
(Sendo tu quem és tinhas de ser diferente e não apresentar origem - Sempre especial.)

Verónica, do Teutónico Portadora da Vitória, do Grego Honesta;
(Sempre soube que eras especial, mas daí a poderes transportar a Vitória... O que vale é que és do Benfica, não há problema =D)

Isac (Isaac), do Hebraico Menino Alegre;
(Sempre soubemos que eras que nem um puto, nem que seja no interior =D)
Tomás, do Aramaico Gémeos;
(Mais um que faz parte da família, irmão =D)




Ricardo, do Anglo-Saxão Senhor Poderoso;

Filipe, do Grego Amador de Cavalos;

Diogo, do Latim Conselheiro, do Espanhol Instruído;
Fernandes, Variação de Fernando.
Fernando, do Espanhol Bravo, do Teutónico Ousado, Alto.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Curiosidade

Hoje, 18 de Junho de 2009, Quinta-Feira,
Tienes 20 años y 58 días
Has nacido en viernes
En un hermoso día de Primavera
Desde que naciste han pasado: 7363 días
Desde que naciste han pasado: 242 meses
Desde que naciste han pasado: 1051 semanas
Cumplirás años de nuevo dentro de: 307 días
Tu signo en el horóscopo chino: Serpiente
Tu signo del zodíaco: Tauro
Tu planeta: Venus
Tu color: Verde
Tu piedra: Esmeralda
Tu número base de nacimiento: 7
El significado de tu número base:
Tienes una vida intelectual muy intensa. Estás lleno de entusiasmo y de altruismo. No son para ti las actividades que suponen grandes ganancias: tu campo de actividad debe estar en relación con la cultura. Debes centrarlo todo en tu cualidad más evidente: la inteligencia.

sábado, 13 de junho de 2009

Voveso In Mori

So damn sexy...
There is one for me...
Somewhere. Someday.
The model is the lovely Monika Gocman.
Image done by Wasiolka.

This is NOT a Fucking Drill, so don't tempt me . . .

Just remember this:
When the time comes and the confrontation is inevitable,
I do not have a single drop of compassion.
So think about your next words carefully,
Because I do not enjoy being challenged, even if it was a simple joke.
I WILL fuck him up. Just give me ONE excuse.
Think before you act.
That's the best thing you can do.
For your own sake.
And for the sake of those around you.

Rosa de Lava

Ser onda do mar
Fez-me perceber
Que posso acabar
Sem ter de morrer
Ser rosa de lava
Deixou-me supôr
Que quem me assassinava
Agia por amor
Ser raio de luz
Abriu-me ao prazer
De me descer da cruz antes de nascer
Ser alma de fera o evanglodeceu
Salvou-me da quimera que
Dói por um fio
Entre ser e não ser
Não sei qual será a escolha
Mas talvez vá escolher, uma alma novinha em folha
A seiva nas veias ser fur por um triz
Alimenta as ideias do ser na raiz
A sombra das horas
Que o mundo rolou
Desamarra as escoras
Do tempo que sou
O céu no olhar
Ungiu-me da fé
Que faz de mim
Um mar
Pobre de maré
Mar ou labareda
Que o fogo semeia
E construiu a vereda que a vida incendeia
O céu no olhar
Abriu-me ao prazer, de ser onda do mar antes de nascer
A sombra da luz deixou-me ser flôr
E salvou-me da cruz que dei por amor.
A seiva nas veias fez-me perceber que posso ter ideias sem ter de morrer
Vivendo de fé quem me assassinava
E acendem a maré com rosas de lava
Entre ser e não ser
Não sei qual será a escolha
Mas talvez vá escolher uma alma novinha em folha.
- Dazkarieh, Rosa de Lava.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Huh ?

Eurodeputados
ou
€deputados?
Corrida aos tachos . . .

quinta-feira, 4 de junho de 2009

While Romeo was bleeding . . .

(Quadro The Bleeding Rose, de James McPartlin)



Sempre nos ensinaram que 1+1=2.
Mas está errado.
1+1=1.


Não acreditam?
Há uma palavra para isso...
Essa palavra é . . .
.Amor.

Summer Tree




Depois de um comment tão brejeiro quanto foi o das Teorias Darwinianas - a culpa foi do Rui, a culpa é sempre dele, perguntem a quem gosta de lhe pôr as culpas em cima, eles devem (não) admitir - decidi postar a minha história favorita sobre uma personagem. Mas era enorme e teria de copiar tudo, portanto copiei apenas duas partes. Estando fora de contexto e sendo já da parte do meio/final do livro, muitos não entenderão, mas este texto não é para vocês, é para o meu "Renascimento".


(...)

"Por duas vezes durante o dia pensou que era o fim. A dor era muito grande. Estava muito queimado pelo sol, e tão seco. Seco como a terra, o que, pensara ele mais cedo - há quanto tempo - era provavelmente o objectivo. O nexo. Por vezes parecia tudo tão simples, resumia-se tuso a correspondências tão básicas. Mas depois a sua mente começava a rodopiar, a deslizar e, com o eslizar, desaparecia também toda a clareza.

Ele pode ter sido a única pessoa em Fionavar que não viu a montanha cuspir fogo. O sol era fogo suficiente para ele. Ouviu o riso, mas estava tão alheado que pensou vir de outro lado, do seu próprio inferno. Também aí lhe doía; não foi poupado.

Dessa vez, foram os sinos que o trouxeram de novo à superfície. Esteve tão lúcido durante algum tempo, e soube onde os sinos dobravam, embora não soubesse porquê. Doíam-lhe os olhos; estavam inchados devido ao sol e sentia-se desesperadamente desidratado. O sol parecia ser hoje de uma cor diferente. Parecia. Que sabia ele? Estava tão desorientado que nada podia ser tomado como certo.

Embora tivesse a certeza de que os sinos tocavam em Paras Derval. Excepto... excepto que, ao fim de algum tempo, ao escutar, pareceu-lhe ouvir também um som de harpa, e isso era muito mau, o pior possível, porque era uma coisa do seu lugar íntimo, atrás da portatrancada. Não era lá de fora. Os sinos sim, eram, mas estavam a desaparecer. Estava a afundar-se novamente, não havia onde se agarrar, nenhum ramo, nenhuma mão. Estava preso e seco, e a deslizar, a afundar-se. Viu os ferrolhos despedaçarem-se, e a porta abrir-se, e a sala. Oh, dama, dama, dama, pensou. Depois já não havia ferrolhos, nada para barrar a porta. Para baixo. Afundando-se nas profundezas.


***


(...)


Pouco depois, o trovão cessou e as nuvens começaram a dispersar.

E assim, por fim, ao final da noite, no céu por cima da Árvore do Verão, apenas as estrelas olhavam para o sacrificada, para o forasteiro suspenso nú da Árvore, apenas as estrelas, apenas elas.

Antes do romper do dia choveu outra vez, embora nessa altura a clareira estivesse vazia e silenciosa, à excepção do som da água a cair e a pingar das folhas.


E esta foi a terceira noite de Pwyll, o Forasteiro, na Árvore do Verão."
"A Árvore de Verão"
Livro 1 da trilogia A Tapeçaria de Fionavar,
de Guy Gavriel Kay
Summer Tree, oh, Summer Tree, won't you please heal me?