"MARA: Não te lamentes, a vida ficará mais excitante depois de casarmos.
FAFHRD: É aí que te enganas, querida Mara. Espera, deixa-me explicar! Conheço bem a minha mãe. Assim que casarmos, Mor vai querer que faças a comida e todo o trabalho da tenda. Vai tratar-te como sete oitavos sua escrava, e um oitavo minha concubina.
MARA: Ha! Vais ter de aprender a dominar a tua mãe, Fafhrd. Mas não te preocupes sequer com isso, querido. É óbvio que não conheces nenhuma das armas que uma jovem esposa forte e decidida usa para se proteger da sogra. Vou pô-la no lugar, nem que tenha de envenená-la - não para matar, só para a enfraquecer o suficiente. Antes que tenham passado três luas, vai tremer mal me aproxime e vais sentir-te mais homem. Sei bem que sendo tu filho único e como o teu pai morreu novo, ela teve uma influência pouco natural em ti, mas...
FAFHRD: Já me sinto muito homem neste momento, minha bruxa imoral e envenenadora, minha gata, e tenciono provar-to sem demoras. Defende-te! Ha, és capaz...!
E mais uma vez o montículo de neve entrou em convulsões, qual urso gigante a morrer com ataques. O urso acabou por perecer numa música de sistos e triângulos, provocada pelo estilhaçar dos cristais de gelo que tinham crescido de forma desproporcionada nos mantos de Mara e Fafhrd enquanto conversavam."
In, Crónicas da Espada - O Encontro, de Fritz Leiber.
Páginas 32 e 33, publicada pela Saída de Emergência.







