Vagueio, pouco ciente do que me rodeia
Vagueio, por não saber ter direcção
Perdi-me nos caminhos dúbios que alargaram as minhas escolhas
Perdi-me, pela incerteza de poder escolher acertadamente
Houve um dia, algures no Passado, em que pude olhar em volta e ter confiança
Mas tu, com os teus orbes verdes e cabelo castanho tudo deitaste por terra
Tu, com o teu perfume, enfeitiçaste-me a alma
Simplesmente Tu, diabolicamente naive, destruíste o que havia em mim de inocente
Tentei, desesperadamente, fugir da tua sombra
Mas nunca foste uma sombra.
Tentei fugir e esquecer o que lançaste na minha vida,
Mas tudo o que tenhas lançado foi aceite por mim.
Hoje, algures dentro de mim, temo que outros me provoquem o mesmo que Tu.
Hoje, mais que nunca, espero que tudo se repita.
Amanhã, talvez, libertar-me-ei um pouco do teu ser impregnado em mim
Amanhã, talvez, morrerei uma vez mais para o mundo
Inocente e cobardemente, saíste da minha vida
Inocente e cobardemente, lançaste o caos no ténue ser que já era.
Davas-me alento, fogo de viver.
Davas-me uma razão para estar vivo e respirar.
Mas não. Já não. Quando o fim me tocou, percebi que não respirava realmente.
Era uma respiração condicionada, uma escolha irreflectida.
Hoje, sei melhor, que na altura não pensei a direito.
Hoje, sei melhor, que não repetiria nada.
Mas sei, também, que afinal o ódio escoou.
Ficou simplesmente a pena.
A pena, pois tudo o resto voou...
Yours Trully.
Foi apenas um rabisco que me apanhou de surpresa quando a mão agarrou a caneta e a caneta beijou languemente o papel.
Devaneios de um escritor não publicado...
Vagueio, por não saber ter direcção
Perdi-me nos caminhos dúbios que alargaram as minhas escolhas
Perdi-me, pela incerteza de poder escolher acertadamente
Houve um dia, algures no Passado, em que pude olhar em volta e ter confiança
Mas tu, com os teus orbes verdes e cabelo castanho tudo deitaste por terra
Tu, com o teu perfume, enfeitiçaste-me a alma
Simplesmente Tu, diabolicamente naive, destruíste o que havia em mim de inocente
Tentei, desesperadamente, fugir da tua sombra
Mas nunca foste uma sombra.
Tentei fugir e esquecer o que lançaste na minha vida,
Mas tudo o que tenhas lançado foi aceite por mim.
Hoje, algures dentro de mim, temo que outros me provoquem o mesmo que Tu.
Hoje, mais que nunca, espero que tudo se repita.
Amanhã, talvez, libertar-me-ei um pouco do teu ser impregnado em mim
Amanhã, talvez, morrerei uma vez mais para o mundo
Inocente e cobardemente, saíste da minha vida
Inocente e cobardemente, lançaste o caos no ténue ser que já era.
Davas-me alento, fogo de viver.
Davas-me uma razão para estar vivo e respirar.
Mas não. Já não. Quando o fim me tocou, percebi que não respirava realmente.
Era uma respiração condicionada, uma escolha irreflectida.
Hoje, sei melhor, que na altura não pensei a direito.
Hoje, sei melhor, que não repetiria nada.
Mas sei, também, que afinal o ódio escoou.
Ficou simplesmente a pena.
A pena, pois tudo o resto voou...
Yours Trully.
Foi apenas um rabisco que me apanhou de surpresa quando a mão agarrou a caneta e a caneta beijou languemente o papel.
Devaneios de um escritor não publicado...

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