Oscula-me a alma, meu amor
Pois este meu corpo está quebrado, ausente
Na sua eterna, ininterrupta, fuga da dor.
Fosse o teu amor para mim tão premente
Que não respiraria, nunca, jamais,
Nem mesmo quando estivesses presente.
Deixa-me pistas contraditórias, ao atravessares esse caminho negro por onde vais.
Deixa-me perseguir-te, por horas, sentir-te a luz da alma, da mente,
Mas não te encontrar, isso nunca, nunca mais.
Assim és, foste, para mim,
Durante o que pareceram décadas distantes
Mas acabou, entende, tudo aquilo que se passou.
Há que trancar a porta e a chave não guardar,
Pois tudo deve ter um fim,
Relembra os momentos brilhantes,
O quanto cada um amou,
Mas chegou a hora de acabar.
Beija, agora, o meu ser distanciado.
Depede-te, agora, deste presente ausente...

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