quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Oscula-me a Alma

Oscula-me a alma, meu amor

Pois este meu corpo está quebrado, ausente

Na sua eterna, ininterrupta, fuga da dor.

Fosse o teu amor para mim tão premente

Que não respiraria, nunca, jamais,

Nem mesmo quando estivesses presente.

Deixa-me pistas contraditórias, ao atravessares esse caminho negro por onde vais.

Deixa-me perseguir-te, por horas, sentir-te a luz da alma, da mente,

Mas não te encontrar, isso nunca, nunca mais.

Assim és, foste, para mim,

Durante o que pareceram décadas distantes

Mas acabou, entende, tudo aquilo que se passou.

Há que trancar a porta e a chave não guardar,

Pois tudo deve ter um fim,

Relembra os momentos brilhantes,

O quanto cada um amou,

Mas chegou a hora de acabar.

Beija, agora, o meu ser distanciado.

Depede-te, agora, deste presente ausente...

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