Amizade Colorida. Desgosto. Chamem-lhe o que quiserem. Desgosto na mesma. Ou é ou não é. Estar no meio. É pá, desgosto, que hei-de fazer/dizer? Mesmo assim, se o vamos considerar, prefiro o termo amizade platónica. Sei lá, é menos óbvio, deve ser por isso.
Depois de uma estranha "tormenta", estou totalmente recuperado da pseudo relação amorosa que tive. Durou um mês. Foi mesmo pseudo. E apesar de eu ter esperanças que resultasse, sabia que não ia resultar. Posso nunca o ter admitido a ninguém, nem mesmo a mim mesmo e pode parecer que dito agora é meramente um braço de ferro para ter razão, mas sinto que cá dentro tinha plena noção que ela não era mulher para isso. não era aquela com quem eu ia ter a relação de longo prazo que procuro há tanto tempo. Apesar disso, foi bom enquanto durou. Acabou. Nada a fazer e não estou nada incomodado com isso. Na altura, admito, fiquei. Foi um choque. Mais uma vez a marca dos 30 dias, mas depois de acabarem os exames, nem sequer pensei mais nela. Aconteceu o que tinha de acontecer e acabou.
É certo e sabido que gosto de mulheres com personalidade forte e ela tinha-a, é um facto. Mas também é um facto que, por mulheres e apenas por mulheres, eu deixo andar. Não me imponho nunca, faço as vontades todas, sou romântico, no fundo tento ser o namorado que qualquer mulher poderia querer. Mas se há algo que o Padrinho dela me ensinou por entre conversas sobre Metallica e Manowar, é que, every once in a while, temos de as tratar um bocado mal. Elas podem dizer que não gostam, mas lá no fundo e pelo menos algumas delas, bem que gostam disso. Não está na minha natureza fazê-lo, mas que o posso fazer, posso. Tratar mal não é violência doméstica, deixar isso bem claro. Acho que é a mística de um bad boy. Já se sabe que elas erram sempre ao escolher entre homens. Escolhem sempre aquele que nós homens achamos o pior, mas que elas acham super. Ou porque é bonito. Ou porque é rebelde. Ou porque é misterioso. Ou porque elas simplesmente têm mau gosto e nós andamos com demasiado tempo livre e estamos à espera de ser escolhidos, em vez de irmos escolher.
Há uma coisa, apesar disso, que ainda me confunde. É apenas sobre isso que ainda penso: como se pode passar de um estado de plena intimidade para um estado de se evitar sequer dizer as palavras "olá", "bom dia" ou então olhar sequer nos olhos. Eu estou de consciência tranquila. Não lhe fiz nada de mal. Quem acabou foi ela, não eu. E mesmo ela não fez nada de mal, da última vez que verifiquei, é permitido por lei acabar namoros. Até casamentos, quanto mais namoros. Agora passar daí para um estado de perfeito desprezo. Quando a vejo e olho simplesmente por olhar, numa de "por aqui" ela não olha. Tudo bem, e eu com isso. Mas repete-se tanto que chego a pensar, mas ela tem algum trauma por ter acabado comigo? É que parece que tá com remorsos e não me quer enfrentar. Pensava que ela fosse uma pessoa mais forte. Ela dizia que o era, afinal está a desiludir.
No que me toca, estou na boa com ela. Se me vier falar, falo, se não vier falar não falo. Apenas acho estranha a atitude dela. Ela nunca foi de remorsos e muito menos de timidez ou de se amedrontar. Mas a forma como ela actua, numa reacção de pseudo frieza (de novo a pseudo lol) simplesmente já não funciona. Ela pode ser muito fria. Mas é apenas para esconder as fraquezas que tem. Mas quem, como eu, já enfrenta o mundo de frente e sem recuar há tantos anos, não é com um par de olhos azuis, cabelos ruivos e corpinho sexy que me vai fazer, como ela dizia que todos os ex's dela faziam, "mudar de passeio quando a viam". Ela pode ser fria. Muitos a podem achar cabra ou mesmo puta. Mas o que ela não é, é insensível. Se alguma vez o tivesse sido nem eu tinha olhado para ela in the first place. Acho apenas uma pitice (atenção, novo termo empregado) toda a cena do "ai estamos tão magoados e afectados pelo fim do namoro que, apesar de não nos importarmos nada um com o outro, não conseguimos falar". Acho uma pitice e tenho dito. Ou bem que se assumem responsabilidades ou bem que se anda aqui em torno do cliché "vamos ser amigos". É pá, não vamos, pelo menos não como já fomos. Mas não custa tentar. Mesmo que não resulte à primeira, Tróia não foi construída num só dia, e depois? É porque eu quero voltar a tar com lea? Não. É porque quero ser amiguinho íntimo dela? Não. É porque a quero de volta? Não. EU sou uma pessoa de honra. Não sou orgulhoso, mas sou honrado. E disse-lhe muitas vezes que se alguma vez ela precisasse de alguma coisa eu estaria lá para ela. Mesmo que ela não estivesse para mim. Sempre que o disse estava "enfatuado" por ela, é verdade, mas mesmo assim foi sempre verdade.
Resumindo: Estou-me nas tintas para o que aconteceu. I'm a big boy, i handled it. It's handled. Period! Now we can start over. Quero a mulher com sentido de humor e carisma que conheci antes do namoro. Quero a amiga das sms's engraçadas e dos comments de hi5 sobre o 300. Mais que isso não quero. Por agora? Não sei. Alguma vez vou saber? Não faço a mínima. Mas não é isso que pretendo. Pretendo não ser tratado como mais um. "Não és especial", disse ela uma vez. Ui, a fita que eu fiz com isso. E , no entanto, sabia bem que não tinha sido especial. E hoje, bem, hoje sei que não fui e, não sei porquê, estou na boa com isso. Porquê? Porque ultrapassei a situação. Agora não me obriguem estar a entrar no anfiteatro e evitar olhar para ela. Andar no corredor e dizerem-me: "Não levantes a cabeça agora". Claro que levanto, eu não adivinho, E só porque é ela não posso olhar, ela mata-me com os olhos, é? Tenho mais que fazer. Se quiser olhar olho, se não quiser não olho, agora andar com infantilidades só porque ela não olha para mim. Please, é patético. Se eu desafio pessoas head on, não é por ter namorado com uma mulher e esse namoro ter acabado que vou deixar de olhar head on. As amigas dela até me dizem olá mais vezes do que quando eu e ela namorávamos. Ninguém me pode apontar nenhuma crítica. Nem sequer ela. Porque mesmo ela, se tinha alguma crítica a fazer, fê-la quando acabou. E acabou, acabou. Eu segui em frente. Ela parece não ter seguido. Eu disse que tinha ficado imensamente magoado (ui, foi o fim do mundo), mas não foi a primeira vez que uma mulher acabou comigo daquela forma. Sorry, mas não me magoaste. Esperava é que me "enfrentasses" todos os dias com um olá. Um "olá" descomplicado e descomprometido. Porque, no fundo, eu não quero senão estar bem com todos, porque comigo estou bem. There's a time to fight and a time to grow. I fought myself. And I grew. It's your time now. Grow up and talk to me as the next best guy. Don't worry. If there's something I won't do is fall for you again. Been there, done that. Next!
- Sorry, but I moved on. Did you?
- Yes.
- Great. Friends again?
--Yes? Great...
--No? Whatever...
I rest my case. Peace is back. I'm back. Funny MSN photos are back. Funny MSN messages are back. If you're there to see them, good for you. If not, they are not meant for you, they are meant for me.
When it all started - Hello.
When it all ended - Goodbye.
Now , The next hello depends on you...

1 comentário:
Ohhhhhh, o Daemon aprendeu a ladrar...=P
tens razao e não é só a ti que ando a desiludir...mas é para isso que servem os amigos. Acredita: nunca mais deixo de olhar seja quem for nos olhos, independentemente do que aconteça. ;)
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